
Um verdadeiro turbilhão vem estremecendo os pilares da economia mundial nos últimos meses, tudo ocasionado pela inadimplência de alguns muitos americanos. A crise começou lá e lá é que deve ser dado o primeiro passo para alavancar sua economia interna, e consequêntemenete a economia mundial. Para muitos de nós que vivemos no Japão, país essêncialmente exportador de bens manufaturados de alta técnologia, essa crise ainda vai demorar para acabar. O ano fiscal japonês praticamente já terminou, mas o próprio governo está pessimista quanto a recuperação da produção industrial japonesa. As fábricas não contratam e o consequente desemprego de milhares de trabalhadores temporários só ajuda a afundar ainda mais a ecônomia, poís sem dinheiro no bolso, consequentemente o comercio em geral tem suas vendas quase estagnadas. A maioria absoluta dos brasileiros fazem parte desses trabalhadores temporários. Sem dinheiro as vezes até para o seu sustento, muitos estão aceitando a "esmola" do governo japonês. Não consiste no seguro desemprego, mas sim, o pagamento de 300 mil yenes ao nikkey que resolver deixar o país, e a consequente anulação de seu visto ao sair do Japão. Os depêndentes destes primeiros tem direito a 200 mil, que será pago no retorno ao Brasil. Sintetizando, o governo não quer mais esses trabalhadores que ajudaram a alavancar a econômia japonesa nessas duas décadas de movimento dekassegui. Por um lado, no começo dos anos 90, com a modificação da lei da Imigração, os maiores beneficiados foram justamente os Nikkeys Sulamericanos. Pela nova lei, descêndentes até a terceira geração de japoneses podiam vir trabalhar no arquipelago com o tipo de visto de longa permanência, a fim de suprir as fábricas com mão de obra, poís o país precisava de trabalhadores urgentemente e o governo optou pela preferência aos nikkeys sulamericanos. O resto, muito pouco se sabe. Ao abrir porta aos trabalhadores extrangeiros, o governo esqueceu dos aspectos sociais e culturais desses trabalhadores. A vivência entre estrangeiros e japoneses sempre foi meio tumultuada. Não vai mudar tão cedo e ainda será um tabu para a proxima geração de nikkeys latinos. Por um lado, o governo foi generoso em abrir suas portas aos estrangeiros, mas agora com a escasses de emprego até para os japoneses, o governo tenta alguma medida desesperada para amenizar esse "mal social" que é a ociosidade dos nikkeys latinos. A comunidade brasileira, em especial é o grupo que mais vem sofrendo com essa crise japonesa. Crianças em idade escolar que estudavam em escolas brasileiras, estão sendo tiradas pelos pais a fim de cortar gastos. Ou os matriculam em escola japonesa, no caso se tiver vaga, ou pior, as crianças ficam na ociosidade, sujeitas a delinquência juvenil que afeta boa parte dos jovens da comunidade. Sem dinheiro não dá mesmo! Deve-se cortar os gastos aonde for necessário, mas bem antes da crise, muitos compatriotas esbanjavam com o que o seu arduo trabalho podia comprar: carros novos, roupas caras, joias, enfim, é o dinheiro de seu trabalho, pode-se fazer o que quiserem, mas quase ninguém pensou no dia de amanhã. Infelizmente, com essa crise, muitos sonhos vão desmoronar. O castelo encantado é frágil mesmo. Por outro lado, essa crise é um divisor de águas, poís até hoje numca ficou bem claro o perfil da comunidade: se seremos definidamente dekasseguis ou imigrantes. Até o perfil se adequar realmente a nossa comunidade, fica outra questão: ficar ou voltar ao lar pátrio?

Incrivel a historia de susan,me emocionei bastante,fiquei sabendo q ela vai ganhar até um filme.....adorei seu post...sucesso
ResponderExcluirse puder
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