quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Dia dos Meninos


Ah, que saudades dos meus sobrinho, não vejo a hora de poder brincar com eles e dar algum omiyage, como sempre faço ao visitar minha familia. São uns diabinhos, só faltam deixar a casa para baixo, mas é sinal de que eles tem muita saúde. O Japão é um país cheio de festivais, cada um deles tem uma tradição a celebrar, seja através de rituais religiosos, seja através de festas e comemorações. No dia 5 de maio é comemorado o Dia dos Meninos (Tango no Sekku), feriado nacional no Japão.Neste dia, as casas e escolas são adornadas com o yoroikabuto (armadura e elmo dos guerreiros), o gogatsu ningyo (bonecos de guerreiros) e o koinobori (flâmulas em formato de carpa, colocadas no alto dos mastros). São símbolos que enaltecem a força e a perseverança, representando o desejo dos pais e avós de que os meninos cresçam vigorosos, sejam persistentes como as carpas e fortes como os antigos samurais. A palavra nishiki em japonês evoca tanto a idéia de tecido brocado quanto a de êxito na vida.As carpas coloridas para os japoneses representam "jóias vivas que nadam". Suas cores e estampas são resultantes de sucessivos cruzamentos e mutações genéticas planejadas por seus criadores. São peixes calmos que sobrevivem somente em águas límpidas e vivem cerca de 70 anos (há registro do recorde de 226 anos!).Tanto na cultura japonesa como chinesa, a carpa é símbolo de masculinidade. No dia 5 de maio, quando se comemora o Dia das Crianças e, particularmente, o Dia dos Meninos, as famílias erguem mastros enfeitados com carpas coloridas feitas de papel ou tecido. São os chamados "Koi-Nobori" que começaram a ser feitos no período Edo (1603/1858) e no período Meiji (1868/1911) foram transformados em costume nacional.Esses peixes representam o desejo da família de que seus filhos cresçam fortes e vigorosos. Diz-se que as carpas podem nadar contra a correnteza e saltar cachoeira na época da desova e, por isso, simbolizam perseverança e valentia. Então, desde já, desejo um Feliz dia dos meninos aos garotinhos espalhados pelo Japão e do Mundo, e apesar de no Brasil não ter um dia especifico para os meninos, fica a homenagem as crianças brasileiras também. Omedetoo gozaimassu!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Varig, Estrela Brasileira


Na distante década dos anos 80, mais precisamente final de decada e começo dos anos 90, era normal aos finais de semana minha familia estar assistindo o extinto programa "Imagens do Japão", exibido na rede Bandeirantes e depois na Rede Record. No intervalo comercial sempre passava aquele saudoso comercial da Varig http://www.youtube.com/watch?v=z0c2majP-VQ que mostrava " A saga de Urashi Mataro". Bons tempos do começo do movimento Dekasegui. A Varig sempre teve um estreito relacionamento com o Oriente, em especial o Japão, de onde provinha boa parte de seus rendimentos. Orgulho nacional, durante um bom tempo foi a companhia mais lembrada pelos japoneses e americanos em viagem pela America do Sul ou a America do Norte. Ainda hoje, uma placa indicativa do terminal 1 do aeroporto de Narita ainda mantem a incrição da Varig, apesar de a Estrela brasileira não voar para o Japão há mais de 5 anos. Uma pena, para uma companhia que já teve seu serviço de bordo considerado por revistas especializadas em aviação como o melhor do mundo, chegar ao nivel que chegou. Greves, prejuízos acumulados por causa do congelamento do preço de passagens aéreas, má vontade do governo brasileiro em socorre-la, são fatores que contribuiram para sua reformulação e consequente venda ao grupo Gol. O que fizeram com ela é bem parecido com oque fizeram com a Panair do Brasi. Curiosamente, a Varig foi a maior beneficiada com a decisão do governo de caçar a licitação que dava direito a Panair do Brasil operar, herdando aviões e linhas aereas com destino a Europa. Durante os anos 60, comprou a Cruzeiro do Sul e a Real Aerovias e com isso a Varig foi conquistando mais mercados e se tornou a maior companhia aérea do Brasil e a maior da America Latina, e até meados dos anos 80 as rotas internacionais concedidas pela ANAC eram feitas exclusivamente pela Varig. Tudo nasceu do sonho do alemão Otto Ernst Meyer, que a 7 de maio de 1927, fundou a Viação Aérea Rio Grandense S.A. , durante os anos 80 comprou a Nordeste. Ainda na década de 80 começou a entrar em crise e foi vendida ao Grupo Gol Transportes Aéreos em março de 2007. Um fato que me lembro bem foi da mudança de sua identidade visual e pintura, fato este que ocorreu em 1996. Me lembro bem da matéria da revista Flap Internacional, e logo de cara gostei muito de seu novo visual, que em 1997 conquistou o titulo de melhor pintura para aeronaves, com o tom azul escuro e o tradicional branco, com seu simbolo amarelo da Rosa-dos-Ventos no estabilizador. Tive apenas uma oportunidade de voar com a Varig, isso em 2001, na volta de uma viagem a Curitiba, partindo de São José dos Pinhais com destino a São Paulo. Não dá para dar uma pontuação, justificando que em um vôo de curta duração como este é parecido demais com o de outras companhias aéreas, mas relatos das pessoas que converso dizem que ela era bem melhor que a Jal, num trajeto para o Japão, ou Brasil, por exemplo. Com sua venda para a Gol transportes aéreos, sua identidade visual foi modificada novamente, dessa vez com os tom laranja no lugar do antigo amarelo da Rosa-dos-ventos, e a manutenção do tradicional azul e branco. São novos tempos e é quase impossível não extingir alguma tradição, mas espero que a Estrela Brasileira volte a brilhar, e quem sabe um dia volte a operar para o Oriente novamente.

A maior explosão nuclear já desencadeada pelo homem


Ao longo da história da humanidade grandes demostrações de poder e dissuação foram realizadas pelas grandes nações do Mundo antigo e contemporaneo. Uma dessa demostrações se chama Tsar bomba. A Tsar Bomba foi uma bomba de hidrogênio construída em três estágios de detonação, com um rendimento de cerca de 50 megatoneladas (Mt). As primeiras três fases (cisão-fusão, cisão) do desenho foi capaz de aproximadamente 100 milhões de toneladas, mas a um custo de muito precipitações radioactivas. Para limitar partículas radioativas lançadas a atmosfera, a terceira fase, que consiste de uma cisão adulterar urânio 238 (o que amplia grandemente a reacção cisão átomos de urânio com nêutrons rápidos a partir da reação de fusão), foi substituído por um feito de chumbo. Este eliminada rapidamente pelo cisão-fusão fase nêutrons, de modo que aproximadamente 97% da energia total resultou da fusão da primeira etapa. Ironicamente, foi uma das "mais limpas" bombas nucleares jamais criada, gerando um montante muito baixo de partículas radioativas no que diz respeito à sua produtividade. Houve um forte incentivo para que sua potência destrutiva fosse diminuida, poís como a maior parte dos acontecimentos de um teste de uma bomba atômica são imprevisíveis, corria-se o risco de de que parte da bola de fogo produzida pela explosão pudesse cair sobre povoados do território Soviético, mesmo estando os povoados mais próximos estabelecidos a cerca de 150 kilômetros de distância! O calor pode ter causado queimaduras de terceiro grau, mesmo a uma distância de 100 km. A posterior nuvem em forma de cogumelo era de cerca de 60 km de altura e 30-40 km de largura. A explosão pôde ser vista e sentida na Finlândia, causando transtornos as cidades próximas de seu litoral, como vidros de residências quebrados e o forte barulho da explosão. Além disso, há relatos de danos causado até 1000 km de distância do epicentro da explosão e o choque sísmico criado pela detonação ainda é mencionada sobre uma terceira onda de choque que deu a volta sobre a Terra! A potência de energia liberada foi equivalente a aproximadamente 1% da potência irradiada pelo Sol nesse espaço de tempo, mas correspondente a 25% de toda energia acumulada dos testes nucleares realizados até hoje. A detonação da Tsar Bomba, até à presente data, ainda é o mais poderosa detonação de um dispositivo nuclear jamais utilizado em toda a história da humanidade. Em contrapartida, a maior arma alguma vez produzido pelos Estados Unidos, o agora desmantelada-B41, tinha um rendimento máximo previsto de 25 milhões de toneladas, e o maior engenho nuclear já testada pelo E.U.A. (Castle Bravo) rendeu 15 milhões de toneladas. Pode-se comparar explosão da Tsar bomba com o impacto de asteróides que podem ter formado a cratera de Chicxulub e da cratera Wilkes Land, tanto por parte de alguns testes nucleares subterrâneos realizados pelos EUA no deserto do Novo México. Atualmente, com o advento de misseis de cruzeiro ICBM capazes de alcançar outros Continentes, o uso de taís bombas tornou-se absoleto, devido principalmente ao seu enorme peso e sua pouca precisão, que para a época, era condicionada a um alto poder de destruição para minimizar esses problemas. Outros países, como a China, India, Pakistão e Russia tem suas versões de misseis balisticos que podem levar multiplas ogivas nucleares, aumentando sua afetividade e seu poder de alcance.

domingo, 26 de abril de 2009

Tokyo Tower: 50 anos, o presente e o futuro da Capital japonesa


A Torre de Tóquio é um dos pontos turisticos mais famosos de Tóquio. Inaugurada no dia 23 de dezembro de 1958, a Tokyo Tower possui 333 metros de altura, nove a mais que a torre Eiffel, em Paris. Utilizada pelos principais veículos de televisão e rádio, a torre fica a poucos quilômetros de distância da futura Tokyo Sky Tree, que terá 610 metros de altura e transmitirá freqüências digitais. Localizada em Chiba Park, Minato, a Tokyo Tower é uma das estruturas mais altas do mundo armada em aço e é a extrutura armada mais alta do Japão. Para Hisakichi Maeda, fundador e presidente da Nippon Denpato, proprietaria da torre e sua operadora, a torre de Tokyo deveria ser a extrutura construída mais alta do mundo, no entanto falta de fundos e materiais não puderam concretizar o desejo de Maeda. Seu projeto para a época era ousado: cobrir um raio de 150 kilometros ao seu redor. Levou-se em consideração a altura dos prédios da época, que não eram muito altos e numerosos como nos dias de hoje. Curiosamente, um terço do aço usado em sua estrutura provém de tanques de guerra danificados na Guerra das Coreias. Quando a antena de 90 metros foi aparafusada no alto da torre em 14 de outubro de 1958, Tokyo Tower tornou-se a mais alta torre do mundo, tendo tirado o título da Torre Eiffel por 13 metros de altura. Atualmente várias torres são mais altas que a torre de Tokyo, porém ela ainda mantém o titulo de ser a extrutura mais alta apoiada unicamente por aço. Foi aberta ao público em 23 de dezembro de 1958, a um custo final de 2.8 bilhões de yenes da época, e hipotecada no ano 2000 por 10 bilhões de yenes. Sua fonte de receita e manutenção provém do turismo e da locação de suas antenas as emissoras de tv e rádio da Capital. Inicialmente prevista para a televisão, rádio antenas foram instaladas em 1961 e agora a torre é usada para transmitir sinais para ambos os meios de comunicação,e canis de televisão como a japonesa NHK, TBS e Fuji TV. A construção de uma torre era necessária na região de Kanto, poís com a rápida ascênção politica e econômica do Japão pós-guerra, além do inicio dos sinais estatais da NHK, e de outras emissoras privadas de rádio e televisão , o governo decidiu por construir uma torre que mostrasse ao mundo a sua ascedência como uma potência comercial e politica.Desde essa época se passaram 5 décadas de bons serviços prestados ao desenvolvimento cultural e social da região Kanto. A Torre é lembrada no filme japonês "Always", poís se tornou um dos simbolos do resgate da auto estima do povo japonês e sua recuperação após anos de luta para reconstruir o país pós guerra.Consequentemente com a introdução da TV digital, suas antenas tiveram de ser trocadas e até 2011 a torre perderá o posto de extrutura mais alta do Japão para a Tokyo Sky Tree, que será voltada a nova geração de difusão do sinal digital. O sinal analólico continuará até 2011. A nova torre é necessaria, poís mesmo sendo uma extrutura que se destaca na paisagem, a altura da Tokyo Tower não será suficiente para abranger toda a aréa terrestre com sinais digitais. Mas continuara a ser um famoso cartão postal da cidade. Existe um prédio bem abaixo da torre que obriga um museu,lojas, restaurantes e kioskes de venda de ingressos para o observatorio situado a 150 metros, e no observatorio situado a 150 metros de altura outro ponto de venda de ingressos que dá direito a subir até os seus 250 metros de altura. Se estiver de passagem por Tokyo, vale a pena dar uma passada pela torre, garanto: a vista lá de cima é espetacular.

sábado, 25 de abril de 2009

Tokyo, projeto olimpico 2016



Dia 16 deste mês o comite de avaliação do Cômite Olimpico Internacional , IOC, esteve em Tokyo analisando os aspectos da candidatura de Tokyo e seu projeto Olimpico. Visitação a escolas, centros de imprensa, areas esportivas já existentes e aos mecanismos de transporte urbano de Tokyo foram analisados e causaram boa impressão aos inspetores. Tokyo tem a maior rede de trens do mundo e a pontualidade é uma das caracteristicas do principal meio de locomoção em Tokyo. Além de ter em seu território o aeroporto de Haneda- que pode receber vôos internacionais- e nas proximidades o aeroporto Internacional de Narita, ligada a capital via redes rodoviárias e de trens, num trajeto que leva em média 50 minutos.O Comitê Olímpico do Japão elegeu Tokyo para concorrer como organizadora dos Jogos Olímpicos de 2016, destacando a maior capacidade econômica da cidade para organizar a competição. O COI vai anunciar cidade vencedora dia 2 de outubro de 2009, portanto, restam apenas 6 meses de espera. Outras candidatas sao: Chicago(EUA), Madrid(Espanha)e Rio de Janeiro(Brasil).O governo de Tokyo destacou a disposição para celebrar "as Olimpíadas mais compactas da história", transformando a capital japonesa em "um modelo para o futuro" dos Jogos Olímpicos de verão.Tokyo aproveitará as modernas instalações de que já dispõe em uma raio de 10 quilômetros do centro da cidade, mas construirá também um estádio que possa hospedar 100 mil pessoas e uma vila olímpica que possa ser habitada por 18.500 atletas, jornalistas e organizadores.Entre as propostas de tokyo para os Jogos de 2016 destaca-se a aposta pela tecnologia de última geração a favor do meio ambiente e o esporte. Apesar do favoritismo de Chicago e Rio de Janeiro, principalmente nas casas de apostas, o Comitê de Avaliação do COI classificou Tóquio em primeiro lugar. A cidade japonesa aparece com 8,3 pontos no relatório. Já a segunda colocada é Madri, com 8,1. Chicago, que usa o lobby de ser uma cidade norte-americana, aparece com 7 pontos. Na última posição dos classificados aparece o Rio, com 6,4, o que promete causar polêmica, já que Doha somou 6,9 pontos e obteve boa classificação em quesitos importantes, mas ficou de fora da disputa.De acordo com o relatório, o Rio de Janeiro perdeu pontos preciosos nos quesitos hospedagem e, principalmente, segurança. Transporte também é uma preocupação para a cidade carioca. O triunfo de Chicago é a conhecida eficiência americana em organizar grandes eventos, o apoio incondicional do governo, da maioria de seus habitantes, da iniciativa privada, além da relativa proximidade do aeroporto, redes hoteleiras, que se for preciso, serão devidamente ampliados. Madri, apesar da boa pontuação dada pelo COI em todos os quesitos, leva desvantagem pelo fato de as Olimpiadas de Londres serem em 2012, portanto na Europa, e a imensurável onda de protestos contra sua candidatura por parte dos demais países-cidades que almejam receber os jogos. Como escrevi, o Rio perdeu pontos preciosos nos quesitos hospedagem, e, principalmente, segurança, o qual todos que são brasileiros sabem que é um problema quase insolúcionavel na cidade carioca. No entanto, o fato de a America do Sul jamais ter hospedado uma edição olimpica pode ser um grande triunfo para a candidatura carioca. Agora resta ver qual das cidades vai levar a melhor no dia 2 de outubro, aliás, o dia de meu aniversário. Se der Tokyo ou Rio ficarei feliz de qualquer forma, mas prefiro Tokyo por causa de minha simpatia pela cidade.

Dê uma chance a Susan Boyle


http://talent.itv.com/videos/video/item_200081.htm Dê uma chance a Susan Boyle. Ela levantou uma platéia que a recebera com risos cínicos no programa de televisão Britain’s Got Talent, da ITV, depois de cantar “I Dreamed a Dream”, do musical Les Miserables. Cantores, dançarinos, comediantes - todo tipo de artista, enfim - competem por um prêmio de 100 000 libras, cerca de 330 000 reais. Basicamente, os concorrentes são eliminados até que sobre um. Terminada a apresentação, os três jurados dizem simplesmente sim ou não. Se prevalecer o sim, o candidato continua. Se não, adeus. Fora o dinheiro e a celebridade, o vencedor leva ainda o bônus de participar de um espetáculo em cuja platéia está a família real. Vale a pena passear pelo site do programa. Um primor. Você vai se divertir.É a terceira temporada de Britain’s Got Talent, um dos maiores sucessos de audiência do Reino Unido, assim como "American Idool" está para os Estados Unidos. Confesso que quando posso assisto ao American Idool quando estou de passagem pela casa de minha irmã, e sei como os jurados nas maiorias das vezes debocham dos candidatos. Susan ainda não levou nada. Simplesmente passou de fase. Mas virou uma sensação e tocou a sensibilidade em muitas pessoas, inclusive a minha. O vídeo em que ela aparece virou um fenômeno na internet. Ela estourou não apenas no Reino Unido. Em sua página no Twitter, o ator americano Ashton Kutcher colocou um link do vídeo. “Ela fez minha noite”, escreveu ele. A mulher de Kutcher - a ex-gostosa Demi Moore - respondeu que Susan a levara às lágrimas. Tão logo Susan começa a cantar, a platéia e os jurados se deslumbram. “Sem dúvida, foi a maior surpresa que tive em três anos de programa”, disse um dos jurados. “Foi o maior sim que já dei a qualquer candidato.”Susan tem 48 anos. É escocesa. Está desempregada. Mas a fortuna bateu à sua porta: dinheiro não será mais um problema para ela, provavelmente. Mas ela mereçe todo o reconhecimento desde já, e prova que talento independe de classe social ou aparência fisica. É isso ai Susan, torço por você!

Ir ou não ir embora? A crise financeira afeta a Comunidade


Um verdadeiro turbilhão vem estremecendo os pilares da economia mundial nos últimos meses, tudo ocasionado pela inadimplência de alguns muitos americanos. A crise começou lá e lá é que deve ser dado o primeiro passo para alavancar sua economia interna, e consequêntemenete a economia mundial. Para muitos de nós que vivemos no Japão, país essêncialmente exportador de bens manufaturados de alta técnologia, essa crise ainda vai demorar para acabar. O ano fiscal japonês praticamente já terminou, mas o próprio governo está pessimista quanto a recuperação da produção industrial japonesa. As fábricas não contratam e o consequente desemprego de milhares de trabalhadores temporários só ajuda a afundar ainda mais a ecônomia, poís sem dinheiro no bolso, consequentemente o comercio em geral tem suas vendas quase estagnadas. A maioria absoluta dos brasileiros fazem parte desses trabalhadores temporários. Sem dinheiro as vezes até para o seu sustento, muitos estão aceitando a "esmola" do governo japonês. Não consiste no seguro desemprego, mas sim, o pagamento de 300 mil yenes ao nikkey que resolver deixar o país, e a consequente anulação de seu visto ao sair do Japão. Os depêndentes destes primeiros tem direito a 200 mil, que será pago no retorno ao Brasil. Sintetizando, o governo não quer mais esses trabalhadores que ajudaram a alavancar a econômia japonesa nessas duas décadas de movimento dekassegui. Por um lado, no começo dos anos 90, com a modificação da lei da Imigração, os maiores beneficiados foram justamente os Nikkeys Sulamericanos. Pela nova lei, descêndentes até a terceira geração de japoneses podiam vir trabalhar no arquipelago com o tipo de visto de longa permanência, a fim de suprir as fábricas com mão de obra, poís o país precisava de trabalhadores urgentemente e o governo optou pela preferência aos nikkeys sulamericanos. O resto, muito pouco se sabe. Ao abrir porta aos trabalhadores extrangeiros, o governo esqueceu dos aspectos sociais e culturais desses trabalhadores. A vivência entre estrangeiros e japoneses sempre foi meio tumultuada. Não vai mudar tão cedo e ainda será um tabu para a proxima geração de nikkeys latinos. Por um lado, o governo foi generoso em abrir suas portas aos estrangeiros, mas agora com a escasses de emprego até para os japoneses, o governo tenta alguma medida desesperada para amenizar esse "mal social" que é a ociosidade dos nikkeys latinos. A comunidade brasileira, em especial é o grupo que mais vem sofrendo com essa crise japonesa. Crianças em idade escolar que estudavam em escolas brasileiras, estão sendo tiradas pelos pais a fim de cortar gastos. Ou os matriculam em escola japonesa, no caso se tiver vaga, ou pior, as crianças ficam na ociosidade, sujeitas a delinquência juvenil que afeta boa parte dos jovens da comunidade. Sem dinheiro não dá mesmo! Deve-se cortar os gastos aonde for necessário, mas bem antes da crise, muitos compatriotas esbanjavam com o que o seu arduo trabalho podia comprar: carros novos, roupas caras, joias, enfim, é o dinheiro de seu trabalho, pode-se fazer o que quiserem, mas quase ninguém pensou no dia de amanhã. Infelizmente, com essa crise, muitos sonhos vão desmoronar. O castelo encantado é frágil mesmo. Por outro lado, essa crise é um divisor de águas, poís até hoje numca ficou bem claro o perfil da comunidade: se seremos definidamente dekasseguis ou imigrantes. Até o perfil se adequar realmente a nossa comunidade, fica outra questão: ficar ou voltar ao lar pátrio?

O massacre de My Lai


No meu tempo de ginasial me lembro de que uma das matérias de que mais gostava era sobre história recente da Ásia. Talvez por isso que considero o massacre de My Lai um dos fatos mais marcantes da guerra do Vietnã, caso que ajudou a opinião pública americana a exercer mais pressão sobre seus governantes a fim de abandonar o conflito e trazer seus jovens soldados de volta para casa. Em 16 de março de 1968, Hugh Thompson, um piloto de helicópteros no Vietnã, cumprindo uma arriscada missão de atrair o fogo vietcongue para sua aeronave e assim identificar alvos inimigos, ele e seu co-píloto avistaram algo estranho em uma aldeia vietnamita que sobrevoavam: nas vielas da vila de My Lai jaziam espalhados os corpos de 504 vietnamitas, 210 delas crianças abaixo de 12 anos. Perpetrado pela Compania Charlie , 1st Batalhão, 20th regimento de infantaria, 11th brigada da divisão americana, a chacina de My Lai foi comandada pelo jovem tenente William Laws Calley ; e é também conhecida como "Song My Massacre" em plena Ofensiva do Tet numa pequena aldeia da provincia sul-vietnamita de Quang Ngai suspeita de albergar o 48º Batalhão do NLF. No massacre pereceram 504 civis vietnamitas, alguns dos quais mutilados. Muitos soldados dessa unidade haviam sido mortos ou feridos em combates, nos dias anteriores. Quando as tropas penetraram na aldeia, seu chefe, o tenente William Calley, lhes disse: “É o que vocês estavam esperando, uma missão de procurar e destruir .” Balanço: entre 300 e 500 mortos, quase todos civis, e, entre eles, muitos velhos, mulheres e crianças. O exército norte-americano anunciou uma grande vitória e a morte de 128 inimigos. Na realidade, o piloto de helicoptero Hugh Thompson não sabia o que havia acontecido e abortou a missão, pousando ao lado da vila e disparando sinalizadores pedindo reforço de resgate médico. Caminhando entre os corpos, reparou algumas pessoas ainda vivas e deu ordens à sua tripulação que os levassem para bordo. Quando retornava ao helicóptero, viu um soldado americano atirar na cabeça de uma mulher ferida que havia atendido para transportar. Assustado, decolou e deu a volta na área, descendo em outro ponto. Mal desembarcara e encontrou um tenente que se preparava para explodir uma trincheira lotada de civis feridos. Enfurecido, mesmo tendo patente inferior, deu voz de prisão ao oficial. Sua tripulação pôs sob mira os outros integrantes do pelotão liderado por um jovem tenente, William Caley, enquanto o piloto descrevia a situação ao centro de comando e organizava a evacuação médica. Consequentemente, sua isubordinação lhe custou muito caro, poís sendo a principal testemhunha de acusação, nos anos posteriores amargou a indiferença por parte dos colegas fardados, descontentes com sua delação. O caso do massacre de My Lai só chegou ao público através de um jovem repórter da UPI. Seymour Hersch, hoje uma lenda no jornalismo americano, famoso também por denunciar os mals tratos aos prisioneiros iraquianos na prisão americana de Abhu Gihad. Herch estava há pouco tempo em Saigon quando soube por um informante a respeito do massacre e de um oficial do Exército preso e respondendo a processo por comandá-lo. A reportagem foi publicada na revista New Yorker e causou uma onda de revolta em toda a América, ampliando a rejeição à própria campanha militar no Sudeste Asiático. O tenente William Calley foi o único militar a enfrentar o tribunal militar, vindo a ser condenado a prisão perpétua, mas perdoado pelo presidente Nixon em 1974, e teve sua pena diminuida para prisão domiciliar. Thompson continuou voando e cumprindo missões arriscadas. Foi derrubado quatro vezes e, na última, teve várias vertebras fraturadas. Foi condecorado com o Coração Púrpura, honraria concedida aos combatentes feridos em ação . Hugh Thompson, Jr. morreu em 6 de janeiro de 2006 aos 62 anos de idade, após uma longa luta contra ocâncer. Seu companheiro de honras e de Vietnam esteve ao lado de seu leito em seus momentos finais. Foi enterrado com honras militares, salvas de tiros e sobrevôos de helicópteros de combate durante seu funeral. No entanto, fatos esses como My Lai acontecem sempre, vide Iraque, Afeganistão, Somália. Seriam precisos muitos Hugh Thompsons ou Seymour Herschs para conhecermos todos os massacres perpetrados contra civis nas campanhas militares, mas mostra que é essa carater individual que é a diferença que separa meros homens comuns dos homens que ficaram para a história.

Alguns dias em Seoul


O avião alinha-se na pista pontualmente as 17 horas de uma sexta feira de abril. É o vôo Korean Air com destino a Seoul, partindo de Narita. O avião vai com taxa de ocupação superior a 70%, o que em termos ecônomicos se traduz em um bom lucro liquido a empresa. O vôo transcorre sem maiores novidades, salvo uma pequena aréa de turbulência ao entrar no Mar do Japão. As 23 horas já estou no hotel. Á noite ainda prometa algo, então tomo um banho e saio para umas das noites urbanas mais agitadas da Asia. Tenho em mente procurar algum restaurante que sirva comida tradicional coreana, mas mudo de idéia ao me deparar com um desses pequenos kiosques de calçada que servem comida boa e barata. Uma senhora idosa sorri e peço o básico: Bibimbah Sumida! (bibimba, por favor). Não estou com fome, mas experimentar um bibimbah feito por mãos coreanas esperientes não é para qualquer dia não! Enquanto espero, a senhora abre um vidrinho de Soju e pede que estenda o copo para ser servido. Não queria beber mas aceito e agradeço, e automaticamente começo a me lembrar de alguns anos atrás em que estive nesse país pela primeira vez. Na realidade, parece que em alguma vida passada já devo ter sido coreano. Os costumes, lingua, nada me é muito estranho. Enquanto aguardo meu prato, minha atenção se volta ao noticíario da pequena tv surrada e frágil pendurada no teto da barraquinha. Como todo dia, o noticíario está noticiando algo sobre o camarada Kim Jong- il, da Coréia do Norte. É inclivel. Não há um dia sequer que seu nome passe em branco nos telejornais da Coreia do Sul, ainda mais com esse lançamento/texte de um missil balistico, o Taepodong 2. O Japão chiou com o anuncio do texte feito por Pyongyang, então mandou algumas baterias PAC 3 para a costa de Niigata, a fim de interceptar possíveis partes do missíl que por ventura se desprendessem e caisem sobre territorio japonês durante seu trajeto sobre o mesmo. O camarada Kim é louco, mas um louco esperto. Expulsando os agentes da agência internacional de energia atômica, oque ele quer na realidade é conseguir mais conseções ao seu país, e o lançamento do missíl nada mais é do que mostrar desprezo pelas sanções inpostas nos ultimos tempos ao seu país e apresentar um contra peso concreto a essas sanções, e também ganhar tempo hábil a fim de acelerar seu projeto atômico, que em tese, já deve estar bem adiantado. Ora, para um país que mal consegue produzir o suficiente para alimentar sua propria população e precisa de ajuda da Onu para alimentar milhares de pobres coreanos, fabricar um missil que chegue até o Alaska é louvável! Politica do camarada Kim, que prefere ver seu povo morrer de fome a uma maior abertura politica. Não me esqueço de ter visto uma gravação clandestina feita por um sul coreano em que ele mostrava um saco de arroz da ajuda humanitária da Onu sendo comercializado numa feira do interior da Coréia do Norte! Os irmãos coreanos do sul enfatizam que os dois povos tem desejo de ver os dois países reunificados, mas não no momento. Dão como exemplo o caso da reunificação das Alemanhas. No começo quase ninguém pensou nas consequências negativas da reunificação, como o desemprego, a violência exacerbada, a inflação. Por aqui já é diferente. O discurso oficial é de que se um dia o governo do norte cair, é preferivel o norte passar por um periodo de transição democratica primeiro e só depois de alguns anos se reunificar ao sul. Bem sensato vindo de um povo acostumado aos sacrifícios, humanos e politicos. Terminada a refeição, reluto entre voltar ao hotel ou ir a Yongsan, aonde meus colegas me esperam, poís eles tem familias que vivem por perto. Decido ir até Yongsan, sabendo que o que me espera é mais Soju e no dia seguinte uma ressaca. Mas o que vale é me divertir. O resto é lucro.

Tokyo, a metropole japonesa


Falar de Tokyo sempre é falar sobre algo superlativo. Uma das maiores cidades do mundo, com uma população estimada em 31.500.000 de habitantes em sua aréa metropolitana, o que a torna a maior area metropolitana do mundo. A "cidade do leste" foi fundada em 1457 com o nome de Edo ou Yedo, vindo a se tornar capital do Império a partir de 1868 com o atual nome. Tecnicamente, Tokyo não é uma cidade, poís ela é designada como uma metrópole, formada por 23 bairros, 26 cidades primárias, cinco cidades secundárias e oito vilas. Cada uma opera com um governo local próprio, a nivel regional. Tokyo é a sexta metropole mais visitada do mundo. De acordo com dados de 2008, 2.700.000 de turistas visitaram Tokyo nesse ano fiscal.O turismo é uma das principais fontes de renda de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como o Tokyo Game Show, a Maratona de Tokyo, o Tokyo Motor Show ou o Festival de Sanja, no início de maio.As atrações turisticas são as mais variadas, e são administradas pelo comite Metropolitano de Tokyo. A maior parte da população de Tokyo é formada por Budistas, sendo assim, na metropóle você vai encontrar centenas de Templos Budistas. um dos mais famoso é o Templo de Asakusa, famoso distrito por ter também os tradicionais teatros "Kabuki". Ou, se seu passeio pela capital se resume a compras, uma passada por Akihabara e válido, sobretudo se você estiver somente de visita pelo Japão. Apresente seu passaporte e pechinche nas grandes lojas, pelo menos você estará livre dos impostos! Ou se quiser ver a moda nipônica, uma ida até Ginza é uma boa dica, ou a Harajuko, reduto dos jovens que aos finais de semana se vestem nos moldes Gothic e Emo. Tudo questão de quanto se pode gastar na cidade mais cara do Mundo. Uma baladinha noturna em Roppong ou em Shibuya, um passeio de ferry pela baía de Tokyo ou uma andança pelos seus bairros comerciais de Ueno e Shinjuko são outras atrações interessantes. Se preferir, a partir da estação Tokyo, há passeios de ônibus pela cidade. Saída Marunouchi, caminhe lateralmente a estação pela direita que você encontrará kioskes que vendem um itinerário variado as principais atrações da cidade. O preço médio é de 7.500 yenes pela companhia Hato Bus City. Ou se gostar da Hello Kitty, pode pegar um ônibus pintado no tema dessa franquia japonesa. Há muito o que escrever sobre a Metropole, mas resumir tudo em um único post é impossível, então no decorrer do ano vou postando mais observações importantes.

Parque da Paz, Gotemba


Muitos dos meus amigos e colegas de trabalho por diversas vezes me perguntavam do por que viver tento tempo em Gotemba, cidade situada Na provincia de Shizuoka-Ken e aos pés do Monte Fuji. Eu sempre respondia de um modo brincalhão: porque dali eu posso ver o Monte Fuji (Fuji San) todos os dias! Nem sempre dá para vê-lo, porque quando o dia está muito chuvoso e cerrado, o primeiro a desaparecer da paisagem é logo o Fuji San. Mas, pensando bem, meus amigos até tem de certa forma razão. Imagine, um rapaz solteiro, sem maiores preocupações locais se estabelecer por tanto tempo numa única cidade, aonde não se tem tanta diversão aos finais de semana e se tem de ir a locais mais badalados, como as cidades do litoral ou ir a capital? No final, sair para o lazer aos finais de semana pode representar mais cansaço por causa da viagem de ida e volta. Já morei em cidades com grande concentração de brasileiros (Hamamatsu, Suwa) , aonde se tinha toda sorte de estabelecimentos comerciais e de lazer, mas, desde o começo gostei muito de Gotemba. Me lembro que cheguei aqui porque uma empreiteira local me aprovou para uma emtrevista de emprego numa fábrica de lajes de concreto (trabalho pesado, para variar). O salário por hora era bom, o mais alto que já ganhei por hora, mas o ambiemte de trabalho não era um dos melhores. Mas isso já faz muito tempo, e nem trabalho mais com isso.Os tempos são outros....Conheci todos os possíveis locais turísticos da cidade e posso dizer que o meu preferido é o Parque da Paz (Park of Peace, localmente), sobretudo porque é possível ter contato com pessoas de outros países com mais frequência, já que é um local bem visitado durante boa parte do ano. Por diversas vezes já fui confundido por coreano ou chines, já é normal os grupos de turistas pedirem para fotografá-los. Há, sobretudo um aspecto interessante nesses Parques Budistas: a entrada dos Pagodes (templos) e guarnecida por uma figura mitologica que varia de país para país, o chamado mítica criatura Sphynx. Na foto da parte de cima da principal pode-se notar a imagem de uma dessas criaturas, que mostra uma careta ameaçadora que guarda os templos na Coreia. Diz-se que para afuguentar os maus espiritos.Cada país asiático com um número grande de seguidores budistas tem sua própria figura Sphynx. É obvio que não posso colocar todas as fotos das representações aqui, mas na entrada dos Templos budistas,a mítica criatura Sphynx "Guarda a entrada dos Templos Budistas", simbolizado por uma figura Mitológica de um ser macho, do lado direito, e do lado esquerdo da entrada seu par correspondente feminino. Varia muito de país para país o modo como são representados os guardiões. Acima, o guardião tal como é representado nos Templos Budistas da Korea. Sphynx doado pelo mesmo país para representar a paz entre os respectivos países atualmente, assim como os outros países que doaram os Sphynxs ao Japão, a exceção da China, que oficialmente não doou uma representação Sphynx, apesar de a maioria dos turistas a visitar o templo serem de nacionalidade chinesa! Coisas que acontecem...

Bom, a foto que mostro hoje foi da mostra realizada em Aichi Ken. Não é atual, mas mostra que a Comunidade brasileira daqui participa dos mais diversos eventos, seja de Moda, expo-serviços, festas Juninas, salões de automóveis e por ai vai. Essa foi minha primeira experiência em fotografar um salão do auto, já deixando bem claro, que é evidente a falta de prática e malicia minha em fotografar alguns eventos, assim como era evidente a falta de malicia de algumas modelos do salão. Mas essa garota da foto me surpreendeu, poís mostrou atitude de modelo, além de ser bonita e trajar um modelito ousado e ate sensual! Ocasionalmente, os desfiles de moda no Japão começam a partir da primavera e se estendem até o começo de Outono, com alguns desfiles separados de algum estilista importante. Algumas agências japonesas, sabendo do potêncial das garotas da Comunidade, periodicamente fazem seleções de garotas brasileiras, quer por intermédio de agenciadores ou por livre e espontânea vontade das candidatas. Se você for leitor assiduo das revistas de moda do Japão, folheando tais revistas você dificilmente deixará de achar um rosto brasileiro, seja descendente ou não de japoneses. Dentro da Comunidade brasileira no Japão, ocorre anualmente o concurso Miss Nikkey, em que candidatas do japão todo se increvem, e as mais belas são selecionadas para participar do concurso. A vencedora geralmente recebe como prêmio uma passagem de ida e volta ao Brasil, e dependendo do caso, um contrato com alguma agência de modelos do Japão. Mas já ocorreram casos, como num conto de fadas, em que belas garotas Nikkeys, dekasseguis por profissão, foram descobertas por acaso e hoje são modelos muito bem pagas para emprestarem seus lindos rostos as revistas de moda. Fantástico não? Isso mostra que os sonhos se realizam, É só querer!

Soju, o destilado coreano


Estou saboreando um delicioso Soju nesse exato momento em que escrevo este post. Não é de hoje que aprecio esta bebida originaria da Coreia e que hoje é consumida no mundo todo. Nas várias idas a peninsula coreana, a noite sempre ia aos locais de encontro dos jovens coreanos e homens de negócio. Popularmente, os locais mais concorridos são próximos ao centro das grandes cidades, mas como estou falando particularmente da cidade de Seoul, posso afirmar que os locais mais movimentados são em Itaewon, reduto dos jovens, e próximo ao Lotte Hotel, em Namdaemum. Nesses locais os amigos se encontram, casais de namorados trocam juras de amor eterno, familias saem para um programa noturno e modestos executivos fecham negócios, tudo regado por um bom Soju e seguido por Yakiniku, que é uma invenção coreana também. Básicamente, o Soju é feito de arroz, embora as marcas atuais usem em sua composição batata, batata doce, trigo, cevada e tapioca! Seu teor alcoólico varia de 20% a 45 %, embora o mais comum seja de 20%. Varia muito de região para região seu teor alcoólico e coloração, poís existem vários fabricantes dessa fenomenal bebida. O mais popular é o Soju branco. Uma vez sentado a mesa, sozinho ou acompanhado, você numca deve encher seu próprio copo; o atendemte do estabelecimento gentilmente encherá seu copo para você, e no caso de estar acompanhado dos amigos, um deles se encarregara de encher para o amigo, e vice versa. Isto cria um espírito de camaradagem e cooperação. É considerado rude encher o seu próprio copo e se recusar a beber, e uma vez que a garrafa de Soju estiver vazia, prontamente deve ser colocada uma nova garrafa de Soju para ser apreciada por todos. Ah, e tudo isso feito numa tacada só, ou seja, você deve beber tudo num gole apenas! Particularmente, eu chamaria Soju de a "bebida para ocasiões especiais". Uma vez, sentado a próximo a minha mesa, havia um grupo de jovens amigos discutindo calorosamente sobre qual o melhor Soju coreano: um rapaz que era proveniente de Pusan defendia calorosamente o soju de sua região, outro rapaz proveniente de Daegu fazia o mesmo pelo Soju de sua região e assim o terceiro ficava em dúvida sobre qual partido tomar, uma vez que provavelmente tinha voltado recentemente a Coréia e era um Gyopo (coreano nascido fora da Coréia) e só discutia com seus amigos em um Inglês impecável!Bom, estou ficando meio zonzo no momento, creio que é o Soju que esteja fazendo efeito, então me despeço por hoje, sabendo que amanhã vou acordar com uma ressaca das brabas. Mas tudo pelo Soju, o coreano marvado!

O segredo da longevidade japonesa


Arroz, peixe, soja e alga: esse é o segredo da longevidade japonesa. Como japoneses, meus avós não tinham muito contato com outros brasileiros não descendentes, e assim preservou por um bom tempo a base de sua alimentação desde os tempos em que meus antepassados ainda viviam no Japão. No começo para eles não foi nada fácil. Além da saudade de sua terra natal, constataram que seria difícil se acostumarem a uma dieta tipicamente brasileira, que como todos sabemos, na época comia-se muita carne vermelha e farinha de mandioca. Além disso, antigamente não era tão fácil de se encontrar soja em pasta (missô) , algas ressecadas e hortaliças como a alface e o brocólis, além de que não se consumia muito peixe fresco, a não ser bacalhau, encontrado nas mercearias dos semhores das terras e depois cobrada por um preço bem "salgado". Logo de cara foi um problema. Mas passadas décadas morando em solo brasilis, não há como não se adaptar quase que plenamente a um novo país, pelo menos relacionado a dieta brasileira, já que meu avô por exemplo, não aprendeu muito o português e eu só o via falar em japonês com meus tios e minha mãe. Ma ele viveu bastante. Faleceu aos 82 anos de idade e gostava muito de arroz e feijão. Um típico japonês imigrante que jamais voltou a sua terra natal a passeio, Kanagawa. O Japão é um dos países que mais possuem centenários, em uma população de 121 milhões de habitantes. a maior parte se concentra na ilha de Okinawa, no extremo sul do país. É certo que os japoneses com idade até os 40 anos tenham uma dieta mais ocidentalizada, sobretudo porque vivenciaram o boom econômico japonês da década de 80 e começo dos anos 90, além de vivenciarem mais intensamente um estilo de vida ocidental, que pode se traduzir em mais calorias em suas dietas. Mas, ninguém é de ferro, e uma boa feijoada de vez em quando é muito bem vinda. Pode ser acompanhada por sushi e regada por um bom sakê ou o coreanissímo Soju, a qual irei comentar amanhã.

Jogo do "mendigo" virtual


Um polêmico jogo online em que o internauta assume o papel de um mendigo alcoólatra pelos bairros e ruas de Berlim transformou-se em um sucesso arrasador na internet alemã—de onde não faltam críticas em relação ao mau gosto do passatempo. O domínio 'Pennergame.de', ou ‘jogo do mendigo’ como é conhecido, oferece o que seus criadores chamam de “sátira social”. O usuário começa a partida com uma vida de cão na capital alemã e pode terminar o jogo como chanceler – e arrebatar a cadeira de Angela Merkel. “Sem trabalho, sem dinheiro e abandonado por sua esposa. Agora você é um solitário vagabundo sem perspectiva nenhuma em Berlim”, diz a apresentação do site logo que o internauta faz o cadastro para participar do original jogo de sobrevivência urbana. Para sobreviver na Berlim virtual, o jogador deve se tornar mestre de obras em bairros nobres, recolher garrafas recicláveis pelas ruas e virar músico amador na zona comercial da cidade. Quem se inscreve no jogo ganha um perfil pessoal de mendigo em que será registrado o dinheiro que consegue acumular, seu nível de asseio com a higiene pessoal e seus índices de alcoolismo, assim como os seus progressos para subir na escala social. Como em muitos casos da vida real, os jogadores devem escolher um animal de estimação que o acompanhe. É possível também interagir com outros jogadores para formar gangues de mendigos que rivalizam e lutam para defender seus territórios em Berlim. De acordo com Marius Follert, um dos criadores do game, mais de trezentas mil pessoas já se cadastraram para vagar virtualmente sem rumo e sem teto pelas ruas da capital alemã na primeira semana de funcionamento do passatempo. No dia de seu lançamento oficial a procura foi tão expressiva que, três horas antes de o site entrar no ar, os responsáveis tiveram que duplicar a capacidade dos servidores. O 'Pennergame.de' entrou em funcionamento há dois anos e o cenário era Hamburgo, na Alemanha. Porém, seus criadores disseram que o sucesso só chegou agora, com a versão situada em Berlim. Associações e organizações de apoio a mendigos e sem teto consideram de mau gosto o game, já que há cerca de 10 mil pessoas em condições de desamparo na capital do país. Segue o link do game no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ssEU9qPYqNo . Bom divertimento, e seja um "mendigo" virtual mais consciente!